{"id":617,"date":"2013-01-20T02:01:19","date_gmt":"2013-01-20T02:01:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ata-divisions.org\/PLD\/?p=617"},"modified":"2017-09-22T02:03:00","modified_gmt":"2017-09-22T02:03:00","slug":"featured-blog-january-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ata-divisions.org\/PLD\/2013\/01\/20\/featured-blog-january-2013\/","title":{"rendered":"Featured Blog \u2013 January 2013"},"content":{"rendered":"<div class=\"single-entry-content\">\n<h4><a href=\"https:\/\/janelatradutoria.wordpress.com\/2012\/08\/24\/o-caso-do-frankenstein-luso-brasileiro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O caso do Frankenstein luso-brasileiro<\/a><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/janelatradutoria.files.wordpress.com\/2012\/08\/avatar-bianca.png\" alt=\"\" width=\"80\" height=\"80\" border=\"0\" \/><\/strong><\/h4>\n<p><strong>by\u00a0<a href=\"https:\/\/www.atanet.org\/onlinedirectories\/tsd_listings\/tsd_view.fpl?id=11825\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bianca Bold<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Em agosto do ano passado, fiz a revis\u00e3o de uma tradu\u00e7\u00e3o bem peculiar, tanto que perguntei o nome do profissional \u00e0 PM, pois queria ver se o conhecia ou se ele pertencia a algum dos f\u00f3runs de que participo. Minha inten\u00e7\u00e3o era dar uns toques a essa pessoa, mas como o nome dela n\u00e3o aparece em lugar algum da internet, resolvi escrever aqui. No final das contas, \u00e9 at\u00e9 bom as dicas ficarem dispon\u00edveis publicamente, respeitando todo o sigilo necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>O que aconteceu?<\/strong><\/p>\n<p>O texto que a ag\u00eancia me enviou para revisar estava um verdadeiro Frankenstein luso-brasileiro. Sem demora, perguntei \u00e0 PM se eu tinha entendido certo, que o texto era para o p\u00fablico brasileiro e comentei sobre o problema. Espantada, a PM confirmou que sim, n\u00e3o s\u00f3 o texto era brasileiro, como tamb\u00e9m a tradutora. Conversamos uns minutos pelo Skype, tentando entender como \u00e9 que uma brasileira pode escrever trechos em portugu\u00eas europeu num texto destinado ao Brasil. A resposta n\u00e3o tardou: culpa da TM, que estava uma salada! Percebi que todas as ocorr\u00eancias de portugu\u00eas europeu apareciam como 100% match.<\/p>\n<p><strong>De quem \u00e9 a culpa?<\/strong><\/p>\n<p>Bom, a PM deve ser a culpada pela confus\u00e3o com as TMs, pois ela sempre envia um arquivo atualizado a cada servi\u00e7o.<\/p>\n<p>O desconto aplicado pela ag\u00eancia por 100% matches deve ser o culpado pela \u201cfalta de aten\u00e7\u00e3o\u201d da tradutora aos segmentos 100% \u201ccuspidos\u201d pela TM do cliente.<\/p>\n<p>Em tempo, n\u00e3o era nada sutil. Foram mantidas frases inteiras que soam completamente estranhas aos ouvidos brasileiros, coisas como \u201cinqu\u00e9rito\u201d (em vez de \u201cpesquisa\u201d), \u201ccontacto\u201d, \u201cestamos a fazer\u201d, \u201csec\u00e7\u00e3o\u201d, al\u00e9m daquelas frases com sujeito oculto quando brazucas usariam um \u201cvoc\u00ea\u201d naturalmente, e muito mais. Tamb\u00e9m n\u00e3o foi uma \u00fanica frase perdida\u2026 foram pelo menos tr\u00eas par\u00e1grafos.<\/p>\n<p><strong>O que a tradutora deveria ter feito?<\/strong><\/p>\n<p>A meu ver, nada justifica um profissional entregar um texto contendo duas variantes de um idioma sem ao menos se dar o trabalho de questionar ou informar o cliente sobre a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eu entendo que nenhum profissional quer ter o trabalho de retraduzir algo quando a TM deixa a desejar, e o cliente n\u00e3o est\u00e1 pagando a tarifa cheia. O problema poderia ter sido rapidamente solucionado com um e-mail ou papo no Skype, chutando a bola para o outro campo.<\/p>\n<p>PM n\u00e3o \u00e9 bicho nem inimigo do tradutor. A ideia \u00e9 que esse profissional esteja dispon\u00edvel para solucionar problemas com o projeto. N\u00e3o entendo como um tradutor detecta um problema assim e n\u00e3o comunica ao cliente. E considero o caso muito pior se o tradutor nem tiver lido o texto. A impress\u00e3o que me d\u00e1 \u00e9 que a tradutora em quest\u00e3o (1) nem leu o texto \u201ccuspido\u201d pela TM ou (2) leu e n\u00e3o estava nem a\u00ed para a qualidade nem a satisfa\u00e7\u00e3o do cliente. Tamb\u00e9m desconfio que essa pessoa n\u00e3o fa\u00e7a uma leitura final do texto, que considero essencial. E \u00e9, ainda, um ind\u00edcio de que ela n\u00e3o usa corretor ortogr\u00e1fico.<\/p>\n<p><strong>E o lado bom de tudo isso?<\/strong><\/p>\n<p>Talvez a ag\u00eancia tenha aprendido uma li\u00e7\u00e3o, pois a PM comentou que deixou de contratar uma colega competent\u00edssima para esse projeto porque \u201co or\u00e7amento do cliente final estava curto\u201d para pagar a tarifa dela pela tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Do meu lado, nem considero os trocados que ganhei a mais com a cirurgia pl\u00e1stica do Frankenstein (j\u00e1 que o cliente me paga por hora). Mas h\u00e1 um resultado \u00f3bvio da lei do mais forte ou, no caso, do mais competente. Enquanto esse profissional caiu no conceito da PM, que ficou muito decepcionada, eu fui considerada a salvadora da p\u00e1tria: \u201cThank God you\u2019re editing!\u201d foram as palavras dela.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso do Frankenstein luso-brasileiro by\u00a0Bianca Bold Em agosto do ano passado, fiz a revis\u00e3o de uma tradu\u00e7\u00e3o bem peculiar, tanto que perguntei o nome do profissional \u00e0 PM, pois queria ver se o conhecia ou se ele pertencia a algum dos f\u00f3runs de que participo. 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